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quinta-feira, 17 de março de 2011

Reencontro

A partir do dia 23 de março, voltarei a encontrar as pessoas que me fazem super feliz. Será o primeiro dia na Casa Convívio. A saudade é grande, pois desde o início de dezembro não nos vemos. Esse primeiro encontro é sempre uma alegria. Continuaremos eu e Rose a resgatar as histórias, os fantoches, as brincadeiras e levar à elas um pouco de alegria e felicidade.
No ano que passou falamos sobre Mulheres à frente do seu tempo e foi gratificante saber que a maioria conhecia : a Princesa Isabel, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Anna Nery, Zilda Arns, Zélia gattai entre outras. Foi um trabalho gratificante e muito criativo, pois fizeram cartazes sobre as escolhidas.
Neste ano que se inicia ainda não temos um tema básico, mas sei que sempre elas estarão prontas para aceitar o que lhes é proposto.







Espero que logo chegue a próxima quarta feira para rever essas pessoas tão alegres e felizes.
As fotos são do carnaval onde todas se divertiram muito.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Meus Idosos queridos

Ficamos um mês inteiro separados por causa da gripe suina. Senti muita falta deles e dos nossos encontros sempre às quintas-feiras. Na volta do recesso fizemos fantoches de sucata caseira e eles também pintaram flores para a chegada da Primavera.

As fotos dos grupos são para registrar esse momento do reencontro.













Eles pintando as flores.


Abaixo, os Fantoches feitos por eles.








domingo, 5 de abril de 2009

Alegria da Páscoa

Nesta semana, quinta feira dia 02 de abril, comemoramos antecipadamente a Páscoa de nossos queridos idosos da Casa Convívio. Foi muito divertida a tarde, pois fizemos, nós voluntárias ,um teatro de fantoches para eles assistirem. Adoraram e riram muito com nossas bobagens, mas é isso que vale, fazê-los felizes.
Eles fizeram marcadores de livros e coelhinhos para levar para os netos em EVA.
Nós, criamos um coelhinho e montamos em copinhos de plástico com ovinhos de chocolate dentro e presenteamos no final da tarde. Eles adoraram.
Ficou divertido e coloquei as fotos para que todos possam ver como eles são caprichosos e fazem tudo bem bonito.
Temos alunos de 70 até 96 anos. Vitalina de 96 anos , é super esperta, dança, canta e ainda tem uma linda postura. No momento só tem um homem, mas ele não deixa de participar.
Adoro poder vê-los felizes.
Só voltamos dia 16 de abril e até lá vai dar saudade.
Feitos por eles

A felicidade está no rosto de cada um deles. A última foto é das nossas voluntárias jovens e que eles adoram.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Blogagem coletiva - Inclusão Social- IDOSOS

- Inclusão social - IDOSOS
O nome já é bem significativo...INCLUIR, ou seja, colocar no lugar certo na sociedade!
Para isso acontecer é necessário: muita compreensão, paciência, dedicação, política pública e muitos outros requisitos. Só assim podemos pensar em uma sociedade melhor e com participação de todos aqueles que são os excluidos, como: os deficientes, os negros, os sem terra, as crianças de rua, os idosos e tantos outros.
Resolvi então, escrever sobre o que sei um pouquinho... Idosos.
Conheço bem esta realidade, pois vivi no meio de muitos idosos na família e eu era sempre quem segurava os problemas que iam aparecendo. Não me arrependo, porém ficou mais fácil entender como é difícil conviver com alguns idosos. Temos que aguentar problemas de todos os tipos e as mais complexas situações. Todos esses contratempos me fizeram enxergar como os Idosos são excluídos , não da sociedade, mas principalmente das famílias. Vivi com alguns exemplos como minha avó Carolina que se foi os 97 anos, ainda lúcida e bem humorada. Ela é até hoje para mim um exemplo de mulher que por si só se Incluía, deu um belo exemplo de vida. Outros idosos da família já deram mais trabalho, foram várias situações de dificuldade e exclusões voluntárias.
Compartilhei momentos bem difíceis com eles, mas foi um tremendo aprendizado.
Hoje, sou voluntária em uma casa de idosos, onde eles entram pela manhã e saem à tarde. Esses sim precisam ser Incluídos, e é para isso que trabalhamos. É muito difícil a inclusão em função das famílias que os colocam lá , mas nem sempre participam das atividades festivas. Muitos se queixam do descaso, de não serem ouvidos e serem quase invisíveis.
No momento, a moda é levar idosos para o teatro (as Vans das velhinhas , como chamam), fazer bailes para eles se divertirem, passeios sem graça, já que não são escolhidos por eles. Em resumo: o idoso passa a ser criança novamente, só faz o que mandam e não pode reclamar.
Sei que há inúmeras exceções, porém este é o quadro mais real e que precisa ser mudado com urgência. Não há política de saúde e eles são obrigados a ficar em filas de hospitais públicos e não são nunca bem atendidos (quando não morrem na fila!) Os que ainda conseguem ter um plano de saúde (caríssimos para esta idade) têm um pouco mais de assitência.
Outro enorme problema é o descrédito dos jovens em relação aos idosos, mesmo os das suas famílias. Não temos uma cultura que mostre a esses jovens que os idosos podem dar ideias e até conselhos!!!! Como acontece na cultura oriental, pois lá eles já são criados dentro de uma hierarquia e o respeito vem naturalmente. Aqui não há o mínimo respeito e isso foi bem mostrado na novela “Mulheres Apaixonadas”, onde a neta faz as piores atrocidades com avós idosos.
Acho que o que tem que ser mudado é a educação da criança, e para que isso aconteça é necessário ensinar que respeito é obrigação por quem já viveu e ,quem sabe, já sofreu por nós.
Há 12 anos fundei com uma amiga um clube da maturidade,(para que ninguém se sentisse velho!) onde os idosos vão toda quarta feira para conversar, assistir a palestras, participar de oficinas, de passeios e também de outras atividades. Mesmo sendo um clube mais elitista (pois pagam uma mensalidade) há aquelas que têm problemas com a família e vão lá para se divertirem. Outras não têm família e lá se sentem acarinhadas. É um processo de Inclusão, pequeno, mas que tem dado certo.
Porém, na casa convívio, (http://www.casaconvivio.com.br)onde/ onde os idosos vão 4 dias por semana e alguns são pobres a coisa é bem diferente. Mesmo participando de oficinas, bailes, bingos, eles, às vezes, chegam bem deprimidos e tristes. Tentamos sempre conversar e ajudar nesses momentos. Alguns, além de toda a exclusão, ainda sofrem do Mal de Alzheimer e com esses fica difícil conversar, mas tentamos reintegrá-los com amor e muita brincadeira, vez ou outra dá tudo certo. A meu ver,a carência afetiva é o maior de todos os males, visto que eles se isolam e fica difícil a convivência. Alguns reclamam da família, outros vivem de lembranças, porém sempre há os que procuram aproveitar todos os momentos na casa e saem de lá à tarde bem felizes. Para mim é, sem dúvida um trabalho que faço com muito amor , não só por já ter vivido bem de perto esses dramas e conflitos, mas por poder me doar um pouco em prol desta inclusão na sociedade tão sonhada.

Minhas idosas queridas:

Aos 93 anos ainda participa muito - teve 11 filhos

Com os fantoches feitos por elas.

Aos 94 anos desfilando na passarela!

Maquiadas para desfilar.

Como platéia em dia de teatro.

Brincando o Carnaval!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Homenagem aos Idosos


Ser voluntária é muito bom, mas ser voluntária em uma casa de idosos é excelente, pois com eles tenho aprendido a dar valor à vida e saber tirar dela o melhor. Eles são especiais nos trabalhos que fazem comigo e nas histórias que contam e que criam. É um privilégio participar de cada encontro .
Esse apelo e essa oração são a minha homenagem a todos.

APELO DE UM IDOSO

Se meu andar é hesitante e minhas mãos estão trêmulas, ampara-me.
Se minha audição não é boa e tenho que me esforçar para ouvir o que você está me dizendo, tenha compaixão.
Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento é escasso, ajude-me com paciência.
Se minhas mãos tremem e derrubam comida na mesa ou no chão, por favor, não se irrite, tento fazer o melhor que posso.
Se você, me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu, pare para conversar comigo, sinto-me sempre só.
Se você, na sua sensibilidade, sentir que estou triste e só, simplesmente partilhe um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, às vezes, cerque-me de carinho e compreenda-me.


ORAÇÃO DOS IDOSOS

Benditos os que desculpam minhas mãos trêmulas e meus passos vagarosos.
Benditos os que sabem que hoje meus ouvidos terão dificuldades em escutar e meus o olhos para enxergar.
Benditos os que não levam em conta minhas inabilidades na hora de comer.
Benditos os que, sorrindo param um instante para conversar comigo.
Benditos os que não dizem: “esta é a terceira vez que você conta essa história hoje!”
Benditos os que têm o dom de lembrar-me os dias mais felizes do passado.
Benditos os que fazem de mim uma criatura amada e não abandonada.
Benditos os que percebem que não encontro mais forças para carregar a minha cruz.
Benditos os que têm caridade para comigo e, assim, me fazem lembrar da bondade de Deus.
Benditos os que tiram os espinhos do último trecho da minha caminhada para a casa do Pai.
Quando eu tiver ultrapassado o limite entre o tempo e a eternidade, lembrar-me-ei de todos junto ao Senhor.

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