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sábado, 13 de junho de 2009

Uma homenagem aos gatos


Este texto eu encontrei no blog da Claúdia e achei lindo, por isso resolvi também colocá-lo em homenagem ao Mingau e ao Tigrinho que se foi e deixou saudades.

Das qualidades dos Gatos

Quando Deus fez o mundo, escolheu enchê-lo de animais, e decidiu dar uma qualidade especial para cada um.
Todos os animais formaram diante Dele uma longa fila, e o gato, calmamente, foi para o fim da fila.
Deus deu ao elefante e ao urso a Força, ao coelho e ao cervo a Velocidade, a Sabedoria à coruja, Beleza aos pássaros e borboletas, Esperteza para a raposa, Inteligência para o macaco, Lealdade para o cão, Coragem para o leão, Alegria para a lontra... Todas estas coisas os animais haviam pedido para ter.
Afinal, ao fim da fila, o pequeno gato sentou-se e esperou paciente. Deus perguntou-lhe:
- O que terá você ?
Ao que o gato encolheu os ombros e respondeu:
- Qualquer coisa me servirá. Eu não ligo.
E Deus disse:
- Mas eu sou Deus ! Quero lhe dar algo especial !
E o gato, espertamente, respondeu:
- Então me dê um pouco de tudo, por favor !
E Deus, rindo-se da enorme inteligência do animal, deu para o gato a soma de todas as qualidades dos animais, mais a graça e a elegância, e um gentil ronronar, para que ele sempre atraísse os homens e conquistasse seus lares.
(autor desconhecido)

sábado, 9 de agosto de 2008

Um livro imperdível! 1808


Apesar de ter tido uma formação em história, lia só o indispensável, mas quando ganhei da minha filha Tânia este livro, realmente me encantei com a forma que o autor aborda um tema que já foi escrito e filmado com várias versões. Não sei se tudo é verdadeiro, mas a forma de contar a história é muito interessante e não cansa o leitor.

1808 – pelo autor
“Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempos de guerra, reis e rainhas haviam sido destronados ou obrigados a se refugiar em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colônias imensas em diversos continentes, até aquele momento nenhum rei havia colocado os pés em seus territórios ultramarinos para uma simples visita – muito menos para ali morar e governar.
Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos de sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colônia de Portugal.
D. João VI foi o único soberano europeu a colocar os pés em terras americanas em mais de quatro séculos, e foi quem transformou uma colônia em um país independente.
A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas e escravidão foram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua intalação no Brasil.
O propósito do livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás.
Os personagens podem ser, sim, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, inclusive os atuais. (Laurentino Gomes)

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sábado, 26 de julho de 2008

Minha avó, meu tesouro

Hoje, 26 de julho, é considerado o dia da avó, talvez porque seja o dia de Sant´Ana, avó de Jesus.
Quero então prestar minha homenagem àquela que tem sido minha inspiração na vida.
Minha avó Carolina (a Nenzinha)
Infelizmente só tenho esta foto dela.



Carolina, a Nenzinha, que para mim é, sem sombra de dúvida, a mulher mais forte e valente da família. Imagine uma mulher nos idos de 1910, mandar o marido embora e cuidar sozinha dos filhos, essa foi a sua grande coragem. Com isso passou a ser a ovelha negra da família, mas não se intimidou. Cuidou dos filhos fazendo crochê e camisas para homens. Vendendo seu trabalho, conseguiu educar os filhos. Quando minha mãe casou, ela foi morar na casa dela e, juntas, bordavam e costuravam para fora. Meu pai trabalhava no jornal “O Correio da Manhã” como chefe das oficinas, e era um boêmio. Meu tio, Ernesto, tinha uma casa de bordados no centro do Rio, “O Rendeiro”, e não ligava para minha avó. Esta mulher sofreu a pior das dores na vida quando minha mãe, depois de tentar por dez anos engravidar, finalmente ficou me esperando e, por ironia do destino, na hora do meu parto ela não quis ir para o hospital porque dizia que o avô dela vinha buscá-la (não sei se isso era folclore da família ou verdade). Teve uma grande hemorragia e nada pôde ser feito, ano de 1941 e a medicina ainda não era tão avançada, as mulheres costumavam contar mesmo com a ajuda de parteiras na hora da dar à luz. Imagino o que minha avó sofreu, pois além de perder a filha, perdeu também a neta, já que minha mãe me entregou para ser criada por Áurea, tia dela e irmã mais nova de minha avó, e com uma prole de cinco filhos. Talvez minha mãe quisesse que eu vivesse numa família grande, não sei, mas avalio o que vovó sofreu com estas duas perdas, visto que ela ficou morando no Rio, em Vila Isabel, onde nasci, na rua Gonzaga Bastos, e eu vim para Niterói no dia seguinte. Nunca vi esta mulher sofrendo, muito pelo contrário, sempre trabalhando nas costuras e nos crochês, que era como pagava o quarto em que foi viver na casa de uma amiga, Natalina. Quando eu ia lá, fazia bifes de filé mignon e sonhos, viveu lá até esta morrer. Foi depois para a casa de uma amiga de minha mãe. Já no final da vida, com 93 anos, morou com Célia, sua sobrinha. Esta não era lá grande amiga, mas cuidava dela. Só que minha avó não era fácil e, um dia, quando estava sozinha em casa, trepou em um banco para pendurar roupa na corda e caiu. Este tombo resultou no fêmur fraturado e, infelizmente, por um erro médico, ela se foi aos 97 anos. Eu estava chegando em Brasília, quando recebi a notícia de sua morte, em julho de 1971. Tenho muita tristeza de não ter sido mais amiga e companheira da minha avó que eu tanto amava. Quando ela vinha para Niterói, era só festa. Trazia para mim camisolas, roupinhas, calcinhas, enfim, coisas lindas que ela fazia. Além dos presentes, me deixava extasiada de vê-la ao piano tocando para mim, mesmo com artrose nos dedos. Era a pessoa mais linda, sempre muito arrumada, com saias de seda preta ou marinho e blusas de cambraia que ela fazia, e as golas eram sempre de crochê. No cabelo usava duas travessas. Andava já muito torta por causa de uma escoliose, a qual eu e duas de minhas filhas herdamos. Não tomava remédios alopatas, só homeopatia. Tinha uma memória fantástica até o fim dos seus dias, sabia quando eu ia lá e quando eu telefonava ficava radiante. Tenho consciência hoje que não fui uma boa neta, mas em virtude da minha criação não tinha como viver junto dela porque a família a rejeitava. Ia muito vê-la, principalmente depois que casei.Quando fui morar em Belém do Pará, por 2 anos, ela ficou muito triste. Quando vinha ao Rio ia logo à casa dela matar a saudade, contar as novidades. Ela teve o privilégio de conhecer ainda duas de suas bisnetas. Sempre levava as meninas para ver a bisa, ela ficava eufórica. Pelo menos teve essa felicidade, pois do outro neto ela nem falava, porque ele não a procurava. Essa mulher foi uma valente, na acepção da palavra. Queria eu poder ter um mínimo da coragem dela e da sua valentia, como enfrentrou as tristezas por que passou e tão bem as superou. Nunca perguntei o porquê da minha mãe ter feito o que fez, até mesmo meu pai ficou sem mim e foi morar com a minha avó Ismênia (portuguesa), mãe dele, e acho que nunca cogitou ficar comigo. Minha impressão é que minha mãe achava que ele podia casar-se com uma das primas, pois todas eram solteiras quando eu nasci. Vi muito pouco esse pai, ele só ia me ver aos domingos e, às vezes, tinha que levar puxão de orelha porque sumia. Acho que minha mãe quis o melhor para mim, mas foi muito difícil, e, ainda é, entender e digerir toda essa história do meu nascimento.
Mas se há alguém inesquecível na minha história, é, sem dúvida, essa AVÓ com maiúscula que sempre me deu bons conselhos e coragem nas horas difíceis. Dona de uma sensibilidade tão grande que quando eu chegava para vê-la, se eu estivesse com algum problema, ela logo perguntava o que era e me ajudava a resolver com seus conselhos não muito ortodoxos!!!!Era uma mulher moderna e tinha sempre comentários sobre tudo que ouvia ou via. Era para a época um pouco "fofoqueira", mas muito engraçada nos seus apartes!
Vó, que um dia encontre você onde estiver ou, talvez, como dizem...tão perto de mim, como filha!!! Eu acredito.

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Livros que nos ajudam a entender os Contos de Fadas

“A importância dos Contos de Fadas em nossa cultura dificilmente pode ser exagerada. Eles assumiram na época moderna uma função civilizadora , didática e edificante. Histórias como: Cinderela, Branca de Neve e a Bela e a Fera, entre muitas outras hoje difundidas pelos meios de comunicação de massa, foram aceitas como parte de um tesouro comum e ajudaram a consolidar um universo de mitos partilhado por pessoas das mais diversas idades e experiências. Bastaria isso para recomendar sua leitura.”

Da Fera à Loira – Marina Warner
Sobre Contos de Fadas e seus Narradores

“Pelo menos desde o Romantismo, os contos de fadas têm sido comumente entendidos como narrativas, imutáveis, puras, que resistiram ao tempo e se transmitiram pela tradição oral através das gerações. Essa visão, que se poderia chamar de arquetípica, tende a interpretar os contos no horizonte de uma mesma experiência humana, supostamente constante , a que se poderiam afinal reduzir as diversas tradições literárias e culturais dos povos. A essa mesma tendência se soma a leitura psicanalítica dos contos de fadas, interessada em revelar o seu sentido mais íntimo e universal. Sob o véu dos mitos, do maravilhoso e do mostruoso, tão freqüentes nesses contos, a psicanálise procurou apontar o conflito das pulsões e o drama dos sentimentos próprios à natureza e à sociedade humana.
Apesar de reconhecer os méritos e as contribuições da leitura arquetípica e psicanalítica dos contos, a autora Marina Warner propõe ao leitor uma abordagem nova e surpreendente, que esclarece aspectos fundamentais negligenciados pela tradição crítica. Trata-se de apontar a genealogia e os contextos históricos dos contos de fadas, que constituem o pano de fundo em que eles se movem e se transformam. O realismo histórico desses contos, como nos mostra a autora , foi obscurecido desde que o francês Perrault e outros grandes autores do século XVII e XVIII definiram as características modernas do gênero. Os contos de fadas foram então domesticados e adaptados para o uso infantil, e é, sob essa forma particular que ainda hoje são habitualmente recebidos.
Com seu foco na representação da figura feminina (seja ela uma personagem ou a voz de uma narração), o livro reexamina a misoginia de alguns dos mais célebres contos de fadas e, a partir deles, toda a história conturbada desse gênero e de suas muitas possibilidades expressivas, ainda hoje abertas à criação. Desde suas remotas origens na Antigüidade e no oráculos das Sibilas, passando pelos contos que celebrizaram uma imagem cruel da mulher (nas figuras da bruxa, da madrasta) e também do homem (no caso notório de Barba Azul), os leitores acompanham uma historiadora capaz de desvelar não apenas os mitos que cercam essas narrativas e que, sorrateiramente, costumam guiar a nossa compreensão.”


Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés
Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem.
“Os lobos sempre rondaram o universo da psicóloga junguiana Clarissa P. Estés em sonhos ou mesmo na vida real.
Ao estudar esses animais, ela observou várias semelhanças entre a loba e a mulher, principalmente no que se refere à dedicação aos filhos, ao companheiro e ao grupo. Ao longo do desenvolvimento da civilização, porém, esses instintos mais naturais a que a autora dá o nome de Mulher Selvagem, foram sendo domesticados, sufocando todo o potencial criativo da alma feminina.
Clarissa, além de analista junguiana é Cantadora , ou seja, Contadora de Histórias . Ela mostra no livro como, a partir de mitos, contos de fadas, lendas do folclore e outras histórias, a mulher pode se ligar novamente aos atributos saudáveis e instintivos do arquétipo da mulher selvagem.”


A Psicanálise dos Contos de Fadas - Bruno Bettelheim
Neste livro o autor Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes o seu verdadeiro significado.
“Os contos de fadas considerados por pais e educadores até pouco tempo como “irreais”, “falsos” e cheios de crueldade, são, para as crianças, o que há de mais real, algo que lhes fala, em linguagem acessível, do que é real dentro delas. Os pais temem que os contos de fadas afastem as crianças da realidade, através de mágicas e fantasias. Porém, o real, a que os adultos comumente se referem, é o externo, é o mundo circundante, enquanto que o conto de fadas fala de um mundo bem mais real para as crianças. E deixa isso bem claro quando situa as histórias na “Terrra do Nunca”, ou no “Era uma vez um país muito longe”..., ou “Numa época em que os bichos falavam”, evidenciando, assim, que não se trata do aqui, nem do agora da realidade adulta, mas de um território fora do tempo e do espaço.
Durante muito tempo, os contos de fadas ficaram esquecidos, desprezados e banidos sob a alegação de irreais e selvagens, em vista de suas tramas sempre altamente dramáticas. Depois que a psicanálise desmitificou a “inocência” e a “simplicidade” do mundo da criança, os contos de fadas voltaram a ser lidos (e discutidos), justamente por descreverem um mundo pleno de experiências, de amor, mas também de destruição, de selvageria e de ambivalência. A psicanálise provou que, na verdade, os pais temem que os filhos os identifiquem com bruxas e monstros, ogros e madrastas e, em conseqüência, deixem de amá-los. Porém, ao contrário, podendo vivenciar tudo, identificando-se com os personagens, os filhos têm sua agrssividade diminuída, podendo amar os pais de maneira sadia.O conto, assim, contribui para um melhor relacionamento familiar, desmanchando as fontes de pressão agressiva que, caso contrário, seriam dirigidas aos pais. Mas a maior contribuição dos contos de fadas é em termos emocionais, propondo-se e realizando concretamente quatro tarefas: fantasia, escape, recuperação e consolo. Desenvolvem ainda a capacidade da fantasia infantil; fornecem escapes necessários falando aos medos internos das crianças , às suas ansiedades e ódios, seja como vencer a rejeição (como João e Maria) , ou a rivalidade com irmãos (Cinderela), ou conflitos com a mãe (como Branca de Neve) ou sentimentos de inferioridade (As Três Penas).
Os contos aliviam as pressões exercidas por esses problemas; favorecem a recuperação, incutindo coragem na criança, mostrando-lhe que é sempre posível encontrar saídas. Finalmente, os contos consolam e muito: o “final feliz” que tantos adultos consideram falso e irreal é a grande contribuição que os contos fornecem à criança, encorajando-a à luta por valores amadurecidos e a uma crença positiva na vida.
O livro mostra as razões , as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função do divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis”.

domingo, 8 de junho de 2008

A Importância das Histórias


É muito importante para a formação de qualquer criança, ouvir muitas histórias. É, através destas, que poderão, no futuro, tornar-se bons leitores.
Ser um bom leitor vai levar a criança a um caminho infinito de descobertas e de compreensão do mundo que a cerca e, também , do mundo Imaginário, através dos Contos de Fadas, das Fábulas e Mitos.
A criança, geralmente, tem seu primeiro contato com o livro e as histórias, através da mãe ou da avó, que, oralmente, lhes contam uma história que pode ser inventada na hora, pode ser um conto popular, uma lenda, uma fábula ou um conto de fada.
Através das Histórias, principalmente, dos Contos de Fadas, é que a criança começa a elaborar o Imaginário e a Fantasia e, inicia-se assim, a descoberta de emoções e situações importantes que estão contidas nos Contos e vão servir para que saibam lidar e resolver problemas como: raiva de irmãos; medo da morte; insegurança; relação familiar; ciúme; crises de identidade; sexualidade, além de conhecerem a Madrasta, a Bruxa, o Ogro, personagens muito fortes, mas fundamentais na vida de uma criança.
Além dos personagens, as crianças vão descobrir nas histórias outros mundos, outras formas de agir, outra ética, além da descoberta de que os Contos de Fadas são atemporais e acontecem sempre num lugar imaginário, daí sua magia e fantasia.

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Dê uma comidinha ao panda