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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Valor da Amizade


Você já parou para pensar sobre o valor da amizade?
Recebi este texto da Tânia e achei lindo demais . Resolvi dividí-lo com os amigos virtuais e com os que estão sempre por perto.



Às vezes nos encontramos preocupados, ansiosos, em volta há situações complicadas, nos sentindo meio que perdidos, mas somente o fato de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está no íntimo, já nos sentimos melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.

Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando tínhamos vontade de chorar, mas a sua simples presença traz de volta o sol a brilhar em nossa vida.

A simplicidade das brincadeiras pueris, da conversa informal, momentos de descontração que muitas vezes pode ser numa conversa rápida ao telefone, no vai e vem do dia ou da noite, no ambiente de trabalho ou de escola, enfim, em qualquer lugar a qualquer hora.

Entretanto, não existe só alegria, amor, felicidade nesta relação que como em qualquer outro relacionamento, passa por crises passageiras, por momentos intempestivos, abalos ocasionais.

Ainda que tenhamos muito carinho pelo amigo em questão, às vezes por insegurança, por ciúme, por estarmos emocionalmente alterados ou nos sentindo pressionados, acabamos sendo injustos com ele e isso pode ser recíproco.

Podemos comparar esse elo de amizade ao tempo que passa por alterações climáticas constantemente, mas é dessa forma que aprendemos a nos conhecer, compartilhar momentos, que se desenvolve uma amizade.

Diante do amigo somos nós mesmos, deixamos vir à tona nossos pensamentos a respeito das coisas, da vida, nos mostramos como verdadeiramente somos.

Há amigos que nos ensinam muito, nos fazem enxergar situações que às vezes não percebemos o seu real sentido, compartilham a sua experiência conosco, nos falam usando da verdade que buscamos encontrar.

São eles também que nos chamam a razão, chamando a nossa atenção quando agimos de modo contraditório, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar, compreender.

Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudade, mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.

É na amizade verdadeira que encontramos sinceridade, lealdade, afinidade, cumplicidade, simplicidade, fraternidade.

Amigos são irmãos que a vida nos deu para caminhar conosco ao longo da nossa jornada espiritual, extrapolando os limites do tempo, continuando quando e onde Deus assim o permitir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIA 20 de JULHO, DIA DO AMIGO


Sempre fui uma privilegiada por ter muitos amigos, alguns de 50 anos...é tempo!!!! Continuamos até hoje muito amigos, pois não é nos vendo todos os dias que somos mais ou menos amigos e, sim, quando nos encontramos e fazemos muita festa e rimos demais relembrando os bons tempos. Amizade é isso, fica no coração e, às vezes, dá saudade de um abraço ou um carinho.
Meus amigos que bom que vocês existem. Agora também tenho muitos amigos virtuais a quem dedico também o meu carinho. Eles estão sempre presentes com comentários muito especiais.


Amigo uma vez,
Tem que ser amigo sempre.
Senão, não foi amigo.
Um amigo não se acha inferior,
Tampouco superior.
Amigo não é melhor,
Nem pior.
É simplesmente amigo.
Um amigo valoriza os acertos,
Não encobre os erros.
Faz deles uma aprendizagem,
Valorizando ainda mais a amizade.
Numa despedida,
Os amigos não se despedem.
É a partir daí, que eles se encontram
Pois os amigos, mesmo ausentes
Se fazem presentes.
Um amigo não precisa falar.
Só precisa sentir.
Só precisa sorrir.
Nem precisa chorar.
Um amigo só precisa existir.

sábado, 13 de junho de 2009

Uma homenagem aos gatos


Este texto eu encontrei no blog da Claúdia e achei lindo, por isso resolvi também colocá-lo em homenagem ao Mingau e ao Tigrinho que se foi e deixou saudades.

Das qualidades dos Gatos

Quando Deus fez o mundo, escolheu enchê-lo de animais, e decidiu dar uma qualidade especial para cada um.
Todos os animais formaram diante Dele uma longa fila, e o gato, calmamente, foi para o fim da fila.
Deus deu ao elefante e ao urso a Força, ao coelho e ao cervo a Velocidade, a Sabedoria à coruja, Beleza aos pássaros e borboletas, Esperteza para a raposa, Inteligência para o macaco, Lealdade para o cão, Coragem para o leão, Alegria para a lontra... Todas estas coisas os animais haviam pedido para ter.
Afinal, ao fim da fila, o pequeno gato sentou-se e esperou paciente. Deus perguntou-lhe:
- O que terá você ?
Ao que o gato encolheu os ombros e respondeu:
- Qualquer coisa me servirá. Eu não ligo.
E Deus disse:
- Mas eu sou Deus ! Quero lhe dar algo especial !
E o gato, espertamente, respondeu:
- Então me dê um pouco de tudo, por favor !
E Deus, rindo-se da enorme inteligência do animal, deu para o gato a soma de todas as qualidades dos animais, mais a graça e a elegância, e um gentil ronronar, para que ele sempre atraísse os homens e conquistasse seus lares.
(autor desconhecido)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pela semana do amigo

Amigos do peito
São aqueles que sentimos afinidades
Que nos despertam saudades
Que conhecem a nossa realidade!!!
Amigos queridos do peito são aqueles que se tornam especiais
Que se fazem essenciais...
Nos ouvindo quando necessitamos falar...
Nos calando quando necessitamos ouvir...
Nos estimulando quando pensamos em desistir...
Nos amparando quando achamos que vamos cair!!!...
Amigos verdadeiros do peito
São aqueles que se entristecem com nossas derrotas
Que se sentem felizes com nossas vitórias
Que caminham lado a lado na mesma direção.
Amigos do peito São amigos assim como você
Que fazem da minha vida um prazer de ser vivida!!!
Obrigada pela amizade que ainda pode crescer mais e mais....





quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Para meus amigos da blogosfera!!!!


Quero com este texto agradecer o carinho dos amigos que deixaram comentário no post sobre a amizade selada para 2009. Acho que esta mensagem diz tudo . Um beijo carinhoso a cada um de vocês. Espero que estejam sempre comigo.

Na foto, estão amigas de sempre, ou seja mais de 50 anos, isso vale muito!

PRECISO DE ALGUÉM
QUE ME OLHE NOS OLHOS QUANDO FALO,QUE OUÇA AS MINHAS TRISTEZAS E NEUROSES COM PACIÊNCIA E, AINDA QUE NÃO COMPREENDA, RESPEITE OS MEUS SENTIMENTOS.
PRECISO DE ALGUÉM QUE VENHA BRIGAR AO MEU LADO SEM PRECISAR SER CONVOCADO, ALGUÉM AMIGO O SUFICIENTE PARA ME DIZER AS VERDADES QUE NÃO QUERO OUVIR, MESMO SABENDO QUE POSSO ODIÁ-LO POR ISSO.
NESSE MUNDO DE DESCRENTES, PRECISO DE ALGUÉM QUE CREIA NESSA COISA MISTERIOSA, DESACREDITADA, QUASE IMPOSSÍVEL: A AMIZADE
NUM MUNDO CHEIO DE INIMIGOS SÓ PRECISO DE UM AMIGO QUE TEIME EM SER LEAL, SIMPLES E JUSTO, QUE NÃO VÁ EMBORA SE ALGUM DIA EU PERDER O QUE TENHO E NÃO FOR MAIS A SENSAÇÃO DA FESTA.
PRECISO DE UM AMIGO QUE RECEBA COM GRATIDÃO O MEU AUXÍLIO, A MINHA MÃO ESTENDIDA, MESMO QUE ISTO SEJA MUITO POUCO PARA AS SUAS NECESSIDADES.
PRECISO DE UM AMIGO QUE TAMBÉM SEJA COMPANHEIRO NAS FARRAS E PESCARIAS, NAS GUERRAS E ALEGRIAS, E, QUE NO MEIO DA TEMPESTADE GRITE EM CORO COMIGO: “NÓS AINDA VAMOS RIR MUITO DISSO TUDO.”
NÃO PUDE ESCOLHER AQUELES QUE ME TROUXERAM AO MUNDO, MAS POSSO ESCOLHER O MEU AMIGO, E NESSA BUSCA EMPENHO A MINHA PRÓPRIA ALMA, POIS COM AMIZADE VERDADEIRA A VIDA SE TORNA MAIS SIMPLES, MAIS RICA E MUITO MAIS BELA.
O MELHOR DA VIDA É PODER DIZER: “TENHO UM AMIGO!!!”
Felizmente tenho muitos!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Compromisso de amizade em 2009!

Achei super legal este selo que vem com o compromisso de continuar nossa amizade em 2009.
Vejam a regra que está no final.

Você pode ter 10 amigos.
Rir com 9.
Conhecer 8.
Conversar com 7.
Festejar com 6.
Se abrir com 5.
Contar com 4.
Chorar com 3.
Precisar de 2.

Só não pode esquecer de 1: ***** E U *****

Você está proibido de me abandonar!...Quando você receber esta mensagem,mande para os que você não quer perder a Amizade em 2009...- E se você não mandar para alguém...Significa que não quer mais essa pessoa como seu amigo... Entendeu?- Então envie essa mensagem a todos da sua lista- Assim... você saberá com quantos amigos você pode contar no ano vindouro.- Vou ficar esperando!!
Quem me mandou foi a Mary do blog http://artefuxico.blogspot.com/

Espero que todos os amigos que passarem pelo meu blog recebam este selo com carinho.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mais um selo. Este, internacional!!!


Ganhei este lindo selo da minha filha Tânia, amei!!!
Esse selo também tem suas regrinhas:
1) Eleger 5 blogs merecedores deste prêmio por sua criatividade, desenho, material interessante e que contribua à comunidade blogueira, sem importar seu idioma.
2) Cada indicação de prêmio deve apresentar autoria e link de cada blog, para que todos o visitem.
3) Cada premiado deve exibir o prêmio e colocar o nome e link do blog de quem o premiou.
4) Premiado e premiador devem exibir o link Arte y Pico, para que todos saibam a origem deste prêmio.
5) Exibir estas regras.



Minhas indicações são:
Márcia do Dia a Dia
Flávia do O Começo do Recomeço
Raquel do Fábrica de Moda
Mônica do Inventadeira de Moda
Ita do Bicho da Seda

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Os meus selos



Esta semana me senti "selada". É muito bom saber que lembram de nós. Agradeço aos que me incluíram na lista, mas principalmente minhas filhas Cláudia com o Dardos e Tânia, logo com dois, o Dardos e o Leila Diniz (adorei este). Recebi também, da amiga querida, Nina, o selo da Amizade. Achei lindo e repasso aos blogueiros amigos que visitam o meu blog.



O selo da Amizade vai para:

BLOGando ARTE, da Tânia
Me Vendo às Avessas, da Tânia
Com Saudade de Paris, da Cláudia
pePPer in Fashion, da Cláudia
Fábrica de Moda, da Raquel
Desenhos da Fernanda, da Fernanda
Conexão Paris, da Lina
Galochas Roxas, da Eliana
Vaidade Pura, da Deusa
e retribuo a Crônicas de uma Menina Feliz, da Nina
Entre Mãe e Filha, da Nina e filha

Bjks para todas

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domingo, 20 de julho de 2008

Aos amigos

Inventaram que hoje, 20 de julho, é dia do amigo,porém para mim todo dia é do amigo, mas me rendo e mando a todos os amigos blogueiros,o meu abraço pela data e esse lindo texto. Abraços carinhosos.

Os amigos
São tão amigos, que voltam.
São tão fraternos, que se unem.
São tão simples, que cativam.
São tão desprendidos, que doam.
São tão dignos, que amam, compreendem e perdoam.

Os amigos
São tão necessários, que sempre se fazem presentes.
São tão grandes, que se distinguem.
São tão dedicados, que edificam.
São tão preciosos, que se conservam.
São tão irmãos, que partilham.
São tão sábios, que ouvem, iluminam e calam.

Os amigos
São tão raros, que se consagram.
São tão frágeis, que fortalecem.
São tão importantes, que não se esquecem.
São tão fortes, que protegem.
São tão presentes, que participam.
São tão sagrados, que se perenizam.
São tão santos, que rezam.
São tão solidários, que esquecem de si mesmos.
São tão felizes, que fazem a festa.

Os amigos
São tão responsáveis, que vivem na verdade.
São tão livres, que crêem.
São tão fiéis, que esperam.
São tão unidos, que prosperam.
São tão amigos, que doam a vida.
São tão amigos, que se ETERNIZAM...

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Meu "Pai"

Acabei de ler o livro “A Menina que roubava livros”. Adorei, muito bem escrito, mas o que me comoveu e, sem dúvida, me encantou foi a relação dela com o pai de criação (adotivo?). Tive um pai assim, MARAVILHOSO. Ele me ensinou a andar descalça, subir em árvores, andar de carrinho de “roleman” (feito por ele), levar cabra para pastar no morro, entre outras coisas. Me apelidou de Bituca, nunca soube por quê, mas gostava muito. Era uma pessoa indefinível, pois vivia uma vida difícil, mas nunca o vi infeliz, muito pelo contrário, não saía sem uma flor na lapela de seus ternos sempre brancos. Realmente, uma figura inesquecível e o livro me reavivou a memória dessas pequenas coisas da infância que vão ficando perdidas, mas nunca esquecidas. Ele foi meu herói, meu amigo, pois não deixava que brigassem comigo. Tive que escrever uma história da minha vida para um livro e escrevi sobre ele. Uma pequena homenagem de quem o amou muito e talvez não tenha tido tempo para dizer isso a ele.

A menina e seu “Pai”

Era uma vez uma menina.
Uma menina bem diferente de seus amiguinhos, por um motivo também diferente!
A menina vivia em uma família de 5 irmãos. Ela era a caçula, com grande diferença de idade dos outros irmãos.
A menina era feliz, vivia brincando com seus amiguinhos, jogando bola, pulando amarelinha, subindo em árvores.
Porém, ela andava muito intrigada com uma coisa que a tornava diferente. Ela observara seus amiguinhos e descobrira que todos tinham um pai e uma mãe. Mas ela não, e, era aí que a diferença aparecia. A menina tinha dois “pais”. Isso mesmo, dois pais!
Quando a menina começou a descobrir essa diferença, perguntou à mãe o porquê dessa diferença. A resposta foi simples.
- Minha filha, Papai do céu foi seu amigo, você tem um pai aqui em casa e outro que vem sempre visitá-la aos domingos e traz doces e presentes, isso não é bom?
A menina não achava a resposta muito lógica, pois já desconfiava que só ela era assim e já estava com 8 anos, era bem esperta! Mas, por outro lado, ela se orgulhava de ser privilegiada com os dois “pais”!
Nessa época, ela só conhecia os amiguinhos da rua onde morava. Na sua família não havia nenhum primo ou prima da mesma idade que ela. Ela também não freqüentava a escola como os amigos. Estudava com a vizinha professora.
Foi por isso que ela resolveu pedir aos membros da família que a colocassem na escola, pois queria conhecer outros amigos e saber se havia alguém com dois pais, alguém igual a ela.
Depois de muita insistência, ela foi para a escola. Era uma escola religiosa, cheia de princípios.
No primeiro dia de aula, ela levou um susto. Na sua sala eram mais de 20 alunos. Ficou meio assustada, mas pensou:- Aqui deve haver alguém com dois pais!
Mas era cedo ainda para perguntar. Aos poucos começou a entrosar-se com a turma e foi descobrindo que a “diferente” era ela, pois não havia ali ninguém com dois pais. Esse era um problema só seu. Ficou também muito revoltada porque os colegas riam dela quando perguntava se tinha dois pais.
Além deste problema, surgiu outro na escola. Ela descobriu que não possuía o mesmo sobrenome da sua família, isso era estranho! Resolveu que perguntaria sobre os dois assuntos e não aceitaria a resposta de Papai do céu e nem outra desculpa qualquer.
Chegou em casa da escola e foi logo para a cozinha perguntar à mãe.
- Mãe, eu quero saber tudo.
A mãe, assustada, perguntou:
- Que tudo é este, minha filha?
- Primeiro quero saber sobre a história dos dois “pais” e depois por que não tenho o mesmo sobrenome de vocês.
A mãe disse que estava muito ocupada e que mais tarde conversariam. Ela teve que aceitar, mas não desistiria, perguntaria na hora do jantar quando o pai e os irmãos estivessem em casa.
Chegou a hora tão esperada pela menina. Todos à mesa e ela, muito espevitada, fez, de repente, as duas perguntas que já fizera à mãe, além de reclamar que todos os colegas riram dela.
Fez-se um silêncio. Um olhava para o outro. Nada era dito. A mãe, então, pediu que ela acabasse de comer e depois conversariam.
- Tudo bem - disse a menina.
Após o jantar, lá estava ela esperando por sua resposta.
Foi um momento muito difícil para toda a família. Teriam, naquele momento, que revelar um “segredo” para a menina tão amada e querida por todos. Aliás, um outro segredo também seria revelado.
A mãe foi quem resolveu falar:
- Olha, minha filha, sua história é um pouco triste, queríamos que você ficasse mais velha para que entendesse melhor.
A menina interrompeu:
- Mãe, eu já tenho 8 anos e entendo tudo na escola, pode falar.
- Pois muito bem, -disse a mãe: - Quando você nasceu, você foi posta no meu colo, mas não era o colo da sua mãe verdadeira.
A menina interrompeu de novo:
- Fale direito, não estou entendendo. Quero saber por que tenho dois “pais” e não tenho o sobrenome de vocês, e também por que meus colegas riem de mim.
- Bem - disse a mãe - você veio para o meu colo porque sua verdadeira mãe estava passando muito mal e, infelizmente, acabou morrendo e deixando você para nós. Aí, você acabou tendo uma só mãe, mas, em compensação, dois ”pais”. E tem mais uma coisa que você precisa saber: seu aniversário não é dia 16 e, sim dia 10 de maio.
A menina estava em silêncio, não sabia se a novidade era boa ou má. De repente, falou:
- Mãe, eu estou muito triste porque minha mãe morreu quando nasci, mas eu gosto muito de vocês. Gosto até do meu outro pai que é o verdadeiro. O que não entendo é porque vocês nunca me contaram, é por isso que eu não entendia nada do que acontecia. Fiz o papel de boboca achando que era muito esperta e que tinha dois pais, me achava “especial”, agora vejo que tudo ficou claro e tão simples.
Todos riram aliviados e a abraçaram. Aí ela disse:
- De agora em diante meu aniversário será dia 10 de maio.
Todos concordaram.
Naquela noite, a menina não dormiu. Só pensava como ia contar aos amigos da rua e aos colegas da escola sua nova história. De uma coisa tinha certeza. Se tivesse que ficar com um pai só ela queria o que sempre adorara e sempre fora um pai super maravilhoso, sabem por quê?
Esse pai ensinou a menina a andar quando era pequena e quando ela cresceu um pouco foi seu grande professor de andar de carrinho de roleman, subir morro levando cabrita, subir em árvores, jogar pião e amarelinha, sem falar nos passeios que faziam juntos e ele deixava ela ficar de pé no chão e correr livre. Realmente, a menina sempre achou que ninguém tinha um pai igual. A menina cresceu vendo o pai colocar flor na lapela, chapéu de panamá para ir trabalhar, terno branco sempre engomado, cadeira espreguiçadeira no jardim à noite para descansar. Esse pai ensinou-a a gostar dos animais, pois em casa tinha: cachorro, gato, papagaio, tartaruga, passarinhos, galinhas... Nossa, era uma casa feliz, cheia de árvores frutíferas onde a menina se deliciava quando tirava manga, pitanga, goiaba do pé sem que o pai visse, pois ele só tirava fruta quando madura, mas não brigava com ela, nunca. Ensinou a menina a chupar cana, roer rapadura. Trazia sempre, à noite, um saco de balas para a menina. Aos sábados, fazia muitos doces e sucos que só ele sabia como preparar, além da groselha, a bebida mais comum na casa. Esse pai a vida toda chamou a menina de Bituca, ela nunca soube por quê, mas gostava. Era diferente, soava com amor. Foi um pai presente sem ser chato ou repressivo. Mas...
A menina sentia um pouco de tristeza quando lembrava que ele não era seu verdadeiro pai , mas não o trocaria pelo verdadeiro de jeito nenhum.
A menina também ficava triste quando pensava que não tinha podido conhecer sua verdadeira mãe, abraçá-la e beijá-la como fazia com a que amava tanto ao chegar da escola, era muito beijo e abraço.
A menina ficou moça, terminou o ginásio, formou-se professora, entrou para a universidade. O pai sempre olhando-a com felicidade, por ela conquistar coisas que ele não conseguira. Ele não era de abraços, só de olhar manso e amoroso. Dizia tudo!
Infelizmente, seis meses após a menina entrar na univesidade, o pai (talvez achando que já cumprira seu dever) resolveu partir da vida sem nenhum aviso, do jeito dele, silencioso. Foi a maior perda da menina, sem dúvida, porque sempre sonhava dar uma vida melhor para seu pai e sua mãe. A tristeza tomou conta da menina, mas ela não desanimou e o que prometera para si mesma, ela conseguiu cumprir. Dizia que queria ser mãe e conseguiu ter três filhas, lindas, boas, e suas melhores amigas hoje em dia.
Essa é a história da menina que foi muito feliz por ter esse “Pai” maravilhoso junto dela, ensinando tudo que uma menina precisa saber. Nunca vou esquecê-lo, pois ele está gravado em meu coração.
A mesinha que meu pai fez para eu estudar.

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Amigos para sempre


Muitas vezes me pergunto por que sou tão privilegiada com relação aos amigos. Gostaria de prestar uma homenagem a todos eles, mas seria impossível, pois as diferenças me mostraram que cada um é único e me fez em determinado momento muito feliz.
Não falo de qualquer amigo. Falo de AMIGOS de mais de 50 anos e que nos encontros que temos, o tempo não passou, é como se fosse ontem e ontem já vai longe!!! Mas foi um tempo feliz em uma rua inesquecível: a Fagundes Varela, (a maioria morava lá). Éramos um grupo bem levado, mas, acima de tudo, amigos. Brincávamos na chácara que havia ao lado do “sobrado” onde moravam de uma só vez... seis irmãos. Aprontávamos muito nos fins de semana quando passávamos trotes memoráveis pelo telefone (na época não era caro!), dançávamos (dizia-se copo d´agua dançante )ao som de Ray Conniff no salão, sem móveis. Vivíamos no cinema e na praia. Fizemos “serenata” na madrugada em plena areia da praia com direito a polícia e tudo, pois pensavam que éramos marginais! Assim íamos passando o tempo que não passava igual a hoje. Eram bailes de formatura nos clubes da praia com orquestras como: Tabajara, Spilmam e seu violinos, Waldir Calmom entre outras. Não havia muito namoro e nem ficar como hoje, a paquera era calma e, às vezes, demorada!
Hoje, ainda nos encontramos em momentos felizes e infelizmente alguns tristes, mas o que é importante na nossa amizade é que ela supera distâncias e tempo. A última vez que nos vimos parecia que tinha sido ontem que nossas histórias haviam acontecido, pois elas estão gravadas em nossas mentes e ao relembrá-las é como re-viver aqueles momentos únicos e inesquecíveis.
Há também as amigas de outros momentos, como colégio, mas que também são do coração. Algumas estiveram juntas desde o curso primário, outras no curso normal (em 2009 faremos 50 anos de formadas!) Uma é mais especial porque foi desde o primário até entrarmos para a faculdade. Hoje, ela e eu temos o privilégio de sempre estarmos juntas, seja nas reuniões de normalistas, seja no Clube que juntas fundamos há 11 anos (para pessoas da terceira idade).
Mas dentre todos os amigos e amigas, um sempre foi especial. Dançamos juntos toda a adolescência, fizemos muitas loucuras, nos entendíamos super bem, (até hoje) como irmãos. Realmente sempre foi um amigo diferente.
Poderia ficar horas falando dos meus amigos. Sei que os que lerem esta declaração de amor, (porque é uma declaração de amor a eles), vão identificar-se e, certamente se lembrarão daquele tempo que não voltará, mas que tivemos o privilégio de vivê-lo juntos, porque, sem dúvida, são eles que fazem a vida valer a pena.
Amo vocês!!!!!
Vinícius de Moraes disse um dia
“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre...”

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