domingo, 31 de agosto de 2008

Proximidade !!!!


"Se a nossa amizade depende de coisas como espaço e tempo, então, quando finalmente ultrapassarmos o espaço e o tempo, teremos destruído a nossa fraternidade (ou proximidade)!!!
Mas, ultrapassado o espaço, tudo o que resta é Aqui.
Ultrapassado o tempo, tudo o que nos resta é o Agora.
E entre o Aqui e o Agora você não crê que poderemos ver-nos uma ou duas vezes?"
Este é um trecho do livro "A ponte para o sempre" de Richad Bach.
Adoro o que ele escreve e lí vários dos seus livros, mas este é meu preferido.

Agradeço mais uma vez a minha filha Tânia que, como ninguém, sabe ser generosa e doadora, sempre dividindo o que tem e ganha.Este selo é importante, pois nossa proximidade é enorme.
Divido este selo também com todos os amigos que visitam os meus blogs. Peguem seu selo sem pedir licença!!! Bjks

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sábado, 30 de agosto de 2008

Respostas da Brincadeira!!!!

Hoje recebi da Monica Loureiro, uma amigona do blog Inventadeira de Moda, a brincadeira das respostas rápidas. Gostei da idéia, mas é difícil em poucas palavras escrever sobre coisas que dariam um texto!!!! Respondi com carinho e espero que as quatro indicadas também gostem de brincar. Ser blogueira é muito bom na medida que conhecemos pessoas legais que se tornam amigas virtuais. Sempre que posso dou uma olhada nos blogs de todos para saber novidades e respondo aos que aparecem nos meus. Obrigada Monica. Bjks

Aos que passarem por aqui e quiserem também responder estas perguntas, entrem na brincadeira e sejam bem-vindos!!!!!

1- Quatro empregos que já tive:

1- alfabetizadora
2- professora do projeto Aprendendo a ler com prazer
3- mãe
4- contadora de histórias

2 - Quatro filmes que eu assisto sempre que passam:

1- Uma linda mulher
2- Enquanto você dormia
3- Quatro casamentos e um funeral
4- Colcha de retalhos

3 - Quatro lugares que eu já morei:

1- Niterói
2- Belém do Pará
3- Brasília
4- novamente Niterói

4 - Quatro programas de TV que eu gosto:

1- Algumas novelas
2- Jornal Hoje e Nacional
3- Filmes
4- poucos programas, às vezes o do Luciano Huck

5 - Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:

1- Tânia minha filha
2- Gilda, amiga
3- Bebeth, amiga dos EUA
4- outras amigas não tão regularmente

6 - Quatro coisas que eu faço todo dia sem falta:

1- ando na praia
2- faço exercícios de alongamento
3- leio
4- ouço música

7 - Quatro comidas favoritas:

1- salada verde
2- arroz de lentilhas
3- camarão de qualquer jeito
4- pizza


8 - Quatro lugares que eu gostaria de estar:

1- PARIS
2- Paraty
3- Washington
4- Portugal -Fátima
9 -

Passar a missão para 4 pessoas:


1- Tânia, do BLOGando ARTE
2- Nina, do Entre mãe e filha
3- Cláudia, do Pepper inFashion
4- Ana, do Prendadas

10-Quatro coisas que eu adoro:

1- sol
2- dançar
3- viajar
4- ler

11-Quatro bons sentimentos:

1- Amor (principalmente ao próximo)
2- compaixão
3- ternura
4- carinho

12- Quatro coisas que eu vou fazer:

1- ir a Paraty
2- voltar a Paris
3- quem sabe ter um neto!!!!
4- trabalhar sempre

13- Quatro dicas:

1- viajar pelo Brasil
2- doar-se aos idosos
3- ser gentil sempre
4- ter bom senso

14- Quatro coisas lindas:

1- a vida
2- minhas filhas
3- meus amigos
4- meu trabalho

15- Pra finalizar: quatro coisas que eu não vivo sem:

1- ler
2- passear
3- fazer artesanato
4- ser voluntária, é demais!

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domingo, 24 de agosto de 2008

Profissão...MÃE!!!!!

Estava organizando meus arquivos quando reli este texto. Claro que tem tudo a ver comigo, afinal ser mãe sempre foi minha profissão favorita, então, resolvi repassar para todas as amigas que também tenham esta gloriosa profissão!!!

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos “mãe” um trabalho. Vou colocar “Dona de casa", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exatamente?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é de 14 horas por dia (para não dizer 24...).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe - uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (uma bebê de seis meses) , testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!!!!!!

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Paraty, meu lugar favorito!


Paraty, no Rio de Janeiro, é uma cidade colonial inteiramente preservada em frente ao mar e ao sopé das montanhas.


Sua história:
No século XVIII, funcionou como um importante entreposto comercial, foi o porto onde o ouro de Minas Gerais era embarcado para o Rio de Janeiro e se tornou o maior produtor de aguardente do território fluminense – uma aguardente tão boa que “parati” virou sinônimo de cachaça.
No século XIX, foi passagem obrigatória do café, produzido no vale do Paraíba, rumo ao Rio de Janeiro e se tornou uma cidade bastante próspera.
Mas, com a ligação ferroviária entre esses dois pontos, em 1877, Paraty entrou em estagnação e relativo isolamento até a abertura da rodovia Rio-Santos, em 1976, que a despertou para o turismo de massa.
Hoje, a cidade recebe viajantes de todo o mundo. É Monumento Nacional desde 1966 e candidata a Patrimônio da Humanidade.
As Pousadas de Paraty esbanjam charme e boa acolhida.
Os pontos turísticos mais visitados são:
Forte Defensor Perpétuo
Fica situado no Morro do Forte. Foi construído em 1703, para defender a cidade contra possíveis invasores. Recebeu o nome de Defensor Perpétuo quando de sua reforma em homenagem a D. Pedro I.
Hoje, o que encontramos no forte é o Centro de Artes e Tradições Populares de Paraty. Mas vale a pena visitá-lo, pois tem um vista maravilhosa.
Igreja de Santa Rita
Construída em 1722 pelos pardos libertos, a arquitetura jesuítica, apresenta nos elementos internos as características do Barroco Rococó, notadamente no altar-mor. Nela funciona o Museu de Arte Sacra de Paraty. Está situada perto do cais no largo do mesmo nome, ao lado da cadeia , onde hoje funciona a Biblioteca Fábio Villaboim.
Igreja da Matriz
A primeira edificação de 1645 foi demolida e em seu lugar foi iniciada outra maior, concluída em 1712 que, por sua vez, deu lugar à construção atual, iniciada em 1787 e concluída em 1873. além dessas, há muitas outras igrejas , como:Igreja Nossa Sra.do Rosário, Igreja Nossa Sra da Conceição, e Igreja Nossa Sra da Dores, todas no centro histórico.
Casa da Cultura

Prédio usado até o final do século XIX como escola pública. Atualmente abriga a Casa de Cultura, onde são realizadas exposições e eventos.
Além de todos esses pontos turísticos, vale ir até a Praia da Jabaquara que fica bem perto do Forte. É um lugar muito bonito .
No Centro Histórico, com suas ruas de pedra, podemos encontrar um comércio bem interessante com objetos de artesanato de Minas e também feitos pelos índios da região. Há muitas lojas de decoração com móveis de madeira e reciclados. Além de lojas de lembranças de palha e pedra sabão.
Os bares e restaurantes também são especiais, com comidas da melhor qualidade, como o restaurante Paraty, o Caramujo, o bar 33 , o bar Paraty com música ao vivo e muitos outros lugares para diversão.
Também se pode curtir um passeio maravilhoso, principalmente se o sol aparecer, nas escunas que são alugadas no cais. Elas percorrem ilhas paradisíacas com um mar de um azul deslumbrante, além de podermos tirar fotos junto aos cardumes. Um passeio imperdível.
Há também passeios para Trindade, que tem praias perigosas, porém lindas, com suas pedras enormes e mar batido.
O Caminho do ouro também é um passeio excelente, pode-se ir de Van e passar o dia todo nas praias ou fazer outras escolhas. Compra-se no Paraty Tour. Os guias vão junto.
Vale conferir!!!!

sábado, 9 de agosto de 2008

Um livro imperdível! 1808


Apesar de ter tido uma formação em história, lia só o indispensável, mas quando ganhei da minha filha Tânia este livro, realmente me encantei com a forma que o autor aborda um tema que já foi escrito e filmado com várias versões. Não sei se tudo é verdadeiro, mas a forma de contar a história é muito interessante e não cansa o leitor.

1808 – pelo autor
“Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempos de guerra, reis e rainhas haviam sido destronados ou obrigados a se refugiar em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colônias imensas em diversos continentes, até aquele momento nenhum rei havia colocado os pés em seus territórios ultramarinos para uma simples visita – muito menos para ali morar e governar.
Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos de sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colônia de Portugal.
D. João VI foi o único soberano europeu a colocar os pés em terras americanas em mais de quatro séculos, e foi quem transformou uma colônia em um país independente.
A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas e escravidão foram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua intalação no Brasil.
O propósito do livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás.
Os personagens podem ser, sim, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, inclusive os atuais. (Laurentino Gomes)

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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mexendo no Baú do Teatro!!!!!

Caramba, já faz tempo que o grupo HistoriArte acabou, mas as lembranças dele ainda estão presentes no nosso coração, meu e da Luciana, que tivemos o prazer de dar aulas e nos divertir tanto com alunos tão diferentes, mas com vontade de atuar .
Foram 10 anos de curso e muitas turmas passaram pela Biblioteca Anisio Teixeira onde o curso de teatro acontecia, 3 vezes por semana, à noite.
Lembro tanto de alguns alunos que deram trabalho, mas conseguíamos que fizessem o seu melhor nas peças que eram encenadas. (Antes havia os seminários, onde eles tinham que pesquisar e nos mostrar suas conclusões!!! ) Foram tantas montagens. Algumas no improvisado teatro da BEIAT, outras, dos alunos mais adiantados, no teatro do DCE da UFF.
Os ensaios nos fins de semana eram uma grande bagunça organizada. Levavam comida, biscoitos e, assim, se passava o sábado e às vezes o domingo em vésperas de apresentação.
Alguns alunos marcaram nossa vida e são até hoje grandes amigos. A Flávia, cheia de dúvidas e inseguranças, hoje mora na Austrália (casada!!!), os irmãos Delano e Delaine, advogados, amigos fiéis, Luis Cláudio, um dos mais levados junto com o Michel, agora é ator profissional e faz diversos trabalhos em teatro e até algumas participações em televisão!!! Acho que esse vai longe, tem talento. Outros também tinham, mas não continuaram.
Montamos com eles algumas peças de sucesso como: “Amor”, de Oduvaldo Vianna; “Brasileiras e Brasileiros”, de Luis Fernando Veríssimo; “A Revolução das Mulheres”, de Aristófanes; “Perdoa-me por me traíres”, de Nelson Rodrigues, “Bailei na Curva” de Julio Conte.
Além de peças infantis, com o grupo dos mais jovens. “O Castelo das 7 torres”, “O Mistério de Feiurinha”, “Suriléa-mãe-monstrinha” entre outras.
Sinto falta de uma época que era muito divertida, às sextas-feiras íamos depois da aula para o clube IPC para dançar .
Infelizmente tudo passa e só fica a saudade, mas é muito bom lembrar de bons momentos.

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sábado, 26 de julho de 2008

Minha avó, meu tesouro

Hoje, 26 de julho, é considerado o dia da avó, talvez porque seja o dia de Sant´Ana, avó de Jesus.
Quero então prestar minha homenagem àquela que tem sido minha inspiração na vida.
Minha avó Carolina (a Nenzinha)
Infelizmente só tenho esta foto dela.



Carolina, a Nenzinha, que para mim é, sem sombra de dúvida, a mulher mais forte e valente da família. Imagine uma mulher nos idos de 1910, mandar o marido embora e cuidar sozinha dos filhos, essa foi a sua grande coragem. Com isso passou a ser a ovelha negra da família, mas não se intimidou. Cuidou dos filhos fazendo crochê e camisas para homens. Vendendo seu trabalho, conseguiu educar os filhos. Quando minha mãe casou, ela foi morar na casa dela e, juntas, bordavam e costuravam para fora. Meu pai trabalhava no jornal “O Correio da Manhã” como chefe das oficinas, e era um boêmio. Meu tio, Ernesto, tinha uma casa de bordados no centro do Rio, “O Rendeiro”, e não ligava para minha avó. Esta mulher sofreu a pior das dores na vida quando minha mãe, depois de tentar por dez anos engravidar, finalmente ficou me esperando e, por ironia do destino, na hora do meu parto ela não quis ir para o hospital porque dizia que o avô dela vinha buscá-la (não sei se isso era folclore da família ou verdade). Teve uma grande hemorragia e nada pôde ser feito, ano de 1941 e a medicina ainda não era tão avançada, as mulheres costumavam contar mesmo com a ajuda de parteiras na hora da dar à luz. Imagino o que minha avó sofreu, pois além de perder a filha, perdeu também a neta, já que minha mãe me entregou para ser criada por Áurea, tia dela e irmã mais nova de minha avó, e com uma prole de cinco filhos. Talvez minha mãe quisesse que eu vivesse numa família grande, não sei, mas avalio o que vovó sofreu com estas duas perdas, visto que ela ficou morando no Rio, em Vila Isabel, onde nasci, na rua Gonzaga Bastos, e eu vim para Niterói no dia seguinte. Nunca vi esta mulher sofrendo, muito pelo contrário, sempre trabalhando nas costuras e nos crochês, que era como pagava o quarto em que foi viver na casa de uma amiga, Natalina. Quando eu ia lá, fazia bifes de filé mignon e sonhos, viveu lá até esta morrer. Foi depois para a casa de uma amiga de minha mãe. Já no final da vida, com 93 anos, morou com Célia, sua sobrinha. Esta não era lá grande amiga, mas cuidava dela. Só que minha avó não era fácil e, um dia, quando estava sozinha em casa, trepou em um banco para pendurar roupa na corda e caiu. Este tombo resultou no fêmur fraturado e, infelizmente, por um erro médico, ela se foi aos 97 anos. Eu estava chegando em Brasília, quando recebi a notícia de sua morte, em julho de 1971. Tenho muita tristeza de não ter sido mais amiga e companheira da minha avó que eu tanto amava. Quando ela vinha para Niterói, era só festa. Trazia para mim camisolas, roupinhas, calcinhas, enfim, coisas lindas que ela fazia. Além dos presentes, me deixava extasiada de vê-la ao piano tocando para mim, mesmo com artrose nos dedos. Era a pessoa mais linda, sempre muito arrumada, com saias de seda preta ou marinho e blusas de cambraia que ela fazia, e as golas eram sempre de crochê. No cabelo usava duas travessas. Andava já muito torta por causa de uma escoliose, a qual eu e duas de minhas filhas herdamos. Não tomava remédios alopatas, só homeopatia. Tinha uma memória fantástica até o fim dos seus dias, sabia quando eu ia lá e quando eu telefonava ficava radiante. Tenho consciência hoje que não fui uma boa neta, mas em virtude da minha criação não tinha como viver junto dela porque a família a rejeitava. Ia muito vê-la, principalmente depois que casei.Quando fui morar em Belém do Pará, por 2 anos, ela ficou muito triste. Quando vinha ao Rio ia logo à casa dela matar a saudade, contar as novidades. Ela teve o privilégio de conhecer ainda duas de suas bisnetas. Sempre levava as meninas para ver a bisa, ela ficava eufórica. Pelo menos teve essa felicidade, pois do outro neto ela nem falava, porque ele não a procurava. Essa mulher foi uma valente, na acepção da palavra. Queria eu poder ter um mínimo da coragem dela e da sua valentia, como enfrentrou as tristezas por que passou e tão bem as superou. Nunca perguntei o porquê da minha mãe ter feito o que fez, até mesmo meu pai ficou sem mim e foi morar com a minha avó Ismênia (portuguesa), mãe dele, e acho que nunca cogitou ficar comigo. Minha impressão é que minha mãe achava que ele podia casar-se com uma das primas, pois todas eram solteiras quando eu nasci. Vi muito pouco esse pai, ele só ia me ver aos domingos e, às vezes, tinha que levar puxão de orelha porque sumia. Acho que minha mãe quis o melhor para mim, mas foi muito difícil, e, ainda é, entender e digerir toda essa história do meu nascimento.
Mas se há alguém inesquecível na minha história, é, sem dúvida, essa AVÓ com maiúscula que sempre me deu bons conselhos e coragem nas horas difíceis. Dona de uma sensibilidade tão grande que quando eu chegava para vê-la, se eu estivesse com algum problema, ela logo perguntava o que era e me ajudava a resolver com seus conselhos não muito ortodoxos!!!!Era uma mulher moderna e tinha sempre comentários sobre tudo que ouvia ou via. Era para a época um pouco "fofoqueira", mas muito engraçada nos seus apartes!
Vó, que um dia encontre você onde estiver ou, talvez, como dizem...tão perto de mim, como filha!!! Eu acredito.

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Dê uma comidinha ao panda