domingo, 8 de junho de 2008

"Aprendendo a Ler com Prazer"


O “Direito de Ler” significa, igualmente, o direito de desenvolver as potencialidades intelectuais e espirituais, de aprender e progredir.
A Leitura foi outrora considerada, simplesmente, um meio de receber uma mensagem importante. Hoje, porém, o Ato de Ler é definido como um processo mental de vários níveis, que muito contribui para o desenvolvimento sistemático da linguagem e da personalidade. Além dessas vantagens, desenvolve, ainda, a capacidade crítica na auto-educação do ser humano.
Comparada ao cinema, à televisão, ao radio, a Leitura tem grande vantagem, ou seja, ela pode ser escolhida entre livros novos ou antigos, sem com isso perder a sua utilidade na aprendizagem. Pode-se ler quando se tem vontade, pode-se parar de ler para pensar ou descansar e também reler o que não foi entendido. Por toda essa flexibilidade, a Leitura deve gerar interesse contínuo, tanto em relação à educação, quanto ao prazer e hábito.
Para se conseguir que a Leitura atinja esses objetivos, é necessário que, antes de tudo, ela seja agradável, alegre, inteligente e criativa.
O Projeto tem, portanto, como objetivo principal, desenvolver, incentivar e estimular o Hábito da Leitura com Prazer.
Essa realidade só é conseguida se a criança for participativa nas Oficinas do Projeto, que usa um arsenal de atividades e técnicas para despertar e estimular o gosto pela Leitura, como: Desenho, Mímica, Fantoches, Contos, Dicção, Interpretação e Dramatização de Textos, entre outras.
A maior parte das crianças aprendem a ler mais cedo ou mais tarde, mais ou menos bem. Entretanto, somente uma minoria, felizmente uma minoria relativamente grande, encontra Prazer em Ler, e mais tarde, durante toda a sua vida, encontra benefícios na Leitura.
A preocupação maior, aqui, não é com essa minoria, mas com todas estas crianças que constituem a maioria, para as quais a Leitura (e aquilo que tem para oferecer) é um exercício que elas preferem evitar. Estas são, freqüentemente, crianças cujas experiências iniciais e posteriores com a leitura não foram experiências em que elas foram capazes de se envolver pessoalmente. Pelo contrário, a Leitura foi experienciada como procedimento essencialmente passivo, de mero reconhecimento das letras, palavras e frases que ficavam vazias de qualquer significado mais profundo.
Saber Ler é de grande utilidade prática em nossa sociedade e em todo o mundo. Infelizmente, porém, esta é a única razão que os professores dão às crianças quando lhes dizem que elas devem aprender a Ler. O que se precisa para que uma criança fique ávida por aprender a ler, não é o conhecimento sobre a utilidade prática da Leitura, mas uma viva fé que, sendo capaz de Ler, se lhe abrirá um mundo de experiências maravilhosas, permitindo-lhes livrar-se da sua ignorância e compreender o mundo e, assim, tornarem-se senhoras do seu próprio destino.

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Um comentário:

Sérgio disse...

Nossa, como é importante poder tentar fazer com que as crianças leiam com prazer nos dias de hoje! Espero que você continue nessa árdua missão. É sempre bom termos alguém que estimule esse hábito tão esquecido em função da TV.
Felicidade no seu trabalho. Abraços

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